Tem gente que chama de olho gordo. Já outros, mais ortodoxos,
chamam de cobiça. Hoje em dia está na moda usar a expressão “recalque”. Mas eu
continuo gostando da definição clássica: inveja. Do latim invidia, que quer dizer olhar com malícia. Segundo o Aurélio, ainda a fonte mais confiável no quesito dúvida, nada mais é do que o desgosto ou amargura pelo bem ou felicidade de outrem,
é o desejo violento de possuir o bem alheio. Trocando em miúdos: querer o
que não lhe pertence, usar o que não lhe cabe.
Todo mundo
um dia já passou por ela, indo ou voltando. Alguns desde que se entendem por
gente. Uma experiência tão antiga quanto dar os primeiros passos ou aprender a
formular as primeiras frases. As mães que me desculpem. E
quem nunca se deparou com uma criança que larga o brinquedo que tem nas
mãos para tomar o que está com outra que atire a primeira pedra. É assim
mesmo, o alheio desde muito cedo costuma ser mais interessante. Somos mesmo
quando pequenos criaturas egoístas. O problema é que muita gente cresce e
esse defeitinho acompanha, vira definitivamente
uma coisa fora de controle.
(Para acompanhar o vídeo com calma você pode pausar a música no topo da página)
