Antes de tudo, que fique claro, esse espaço não é e nem tem a pretensão de ser um diário. Mas no momento, tenho a palavra e acho que mereço um crédito. Às vezes, a gente corre o mundo, dá a volta no planeta e termina se frustrando por conta de respostas que “nunca” aparecem. É algo desconcertante, a ponto de colocarmos a nossa sanidade em duvida, rs. Já em outras, cruzamos a rua, ligamos o rádio ou entramos num ônibus e “Pimba!”, o impossível tornar-se se real. Por isso, hoje resolvi contar uma historinha:
“Era uma vez um pântano onde moravam um vaga-lume e uma cobra. Todas as noites, em busca de comida, o vaga-lume cumpria seu percurso. Entretanto, algo de estranho acontecia: o inseto via-se importunadamente perseguido pela dita cuja criatura. Certa vez, farto de tal situação e disposto a esclarecer tal empasse, ele pensou: - Não tenho motivos pra ser perseguido. Vou aguardá-la chegar onde estou e questionar a razão de tudo isso! Passados poucos segundos, adentra a cobra em cena e é quando rapidamente o vaga-lume a aborda com as seguintes dúvidas: - Escuta, não tenho nada contra você, não estou no seu caminho na cadeia alimentar e não me vejo atrapalhando em nada sua vida. Por qual motivo me persegues tanto?! E com a expressão comum a quem costuma sofrer com a felicidade alheia, ela responde: Por que eu não suporto ver você brilhar!”
Lindinha, não?! A moral da historia nem preciso explicar. De tão simples chega a ser boba. “Justifica” de uma maneira menos sofrida o que muita gente passa tempos e tempos procurando em terapias e livros de autoajuda. É certo, convivemos com cobras e não nos damos conta. Não por tolice ou por fecharmos os olhos pro que queremos ver apenas, mas por que elas são mais ardilosas do que podemos supor. Estão às soltas e a espera de qualquer vaga-lume que apareça.
Podem até ser boa família, têm uma boa educação, intitulam-se seres espiritualizados, mas são frustradas com o que são. Nada é o bastante e justamente por isso, tentam a todo custo azedar a felicidade alheia. Não suportam o brilho alheio. São tão boas naquilo que premeditam, que mesmo descobertas no “ato”, continuam a gozar da confiança das vítimas. Aí é que mora o perigo. Elas distraem a atenção com sorrisos bonitos e destoam nossas idéias com suas vozes mansas e se preciso, até “cantam” pra nos ninar. Isso quando não entram na nossa casa e tomam “nossa cama”.
Nada do que descrevi é exagero. Crescemos ouvindo o ditado de que quando se cruza com uma criatura dessas, o melhor a se fazer é pisar na cabeça, pois caso contrário, elas te devoram na primeira chance que encontram. Confesso, custei a entender o sentido por trás da figura. Sempre achei o cúmulo do absurdo a idéia de pisar em quer que seja. E isso não me faz mais puro ou mais santo do que ninguém. Só não é a minha praia. Mas sei que é preciso estar atento, já que elas estão espalhadas em todos os lugares. Praias, academias, shoppings e até nas igrejas. E sobre isso nada podemos fazer.
Por hora é isso. Deixo aqui essa dica. Peço desculpas se ofendi algum vaga-lume com minha franqueza. Sei que alguns nasceram pra ser devorados. Até "curtem". Aos que se indentificaram, só mais um detalhe: desconfiem de quem muito rasteja. A luz atordoa quem vive nas sombras. Sempre correremos o risco de sermos atacados, mas a jogo só acaba quando toca o apito. Andem sempre com um "machado". Nunca se sabe quando vai se cruzar com uma serpente. O peso atrapalha, mas o efeito é maravilhoso. Compensa. Corta o mal de uma única vez, sem deixar chances de revanche.
Denis
“Era uma vez um pântano onde moravam um vaga-lume e uma cobra. Todas as noites, em busca de comida, o vaga-lume cumpria seu percurso. Entretanto, algo de estranho acontecia: o inseto via-se importunadamente perseguido pela dita cuja criatura. Certa vez, farto de tal situação e disposto a esclarecer tal empasse, ele pensou: - Não tenho motivos pra ser perseguido. Vou aguardá-la chegar onde estou e questionar a razão de tudo isso! Passados poucos segundos, adentra a cobra em cena e é quando rapidamente o vaga-lume a aborda com as seguintes dúvidas: - Escuta, não tenho nada contra você, não estou no seu caminho na cadeia alimentar e não me vejo atrapalhando em nada sua vida. Por qual motivo me persegues tanto?! E com a expressão comum a quem costuma sofrer com a felicidade alheia, ela responde: Por que eu não suporto ver você brilhar!”
Lindinha, não?! A moral da historia nem preciso explicar. De tão simples chega a ser boba. “Justifica” de uma maneira menos sofrida o que muita gente passa tempos e tempos procurando em terapias e livros de autoajuda. É certo, convivemos com cobras e não nos damos conta. Não por tolice ou por fecharmos os olhos pro que queremos ver apenas, mas por que elas são mais ardilosas do que podemos supor. Estão às soltas e a espera de qualquer vaga-lume que apareça.
Podem até ser boa família, têm uma boa educação, intitulam-se seres espiritualizados, mas são frustradas com o que são. Nada é o bastante e justamente por isso, tentam a todo custo azedar a felicidade alheia. Não suportam o brilho alheio. São tão boas naquilo que premeditam, que mesmo descobertas no “ato”, continuam a gozar da confiança das vítimas. Aí é que mora o perigo. Elas distraem a atenção com sorrisos bonitos e destoam nossas idéias com suas vozes mansas e se preciso, até “cantam” pra nos ninar. Isso quando não entram na nossa casa e tomam “nossa cama”.
Nada do que descrevi é exagero. Crescemos ouvindo o ditado de que quando se cruza com uma criatura dessas, o melhor a se fazer é pisar na cabeça, pois caso contrário, elas te devoram na primeira chance que encontram. Confesso, custei a entender o sentido por trás da figura. Sempre achei o cúmulo do absurdo a idéia de pisar em quer que seja. E isso não me faz mais puro ou mais santo do que ninguém. Só não é a minha praia. Mas sei que é preciso estar atento, já que elas estão espalhadas em todos os lugares. Praias, academias, shoppings e até nas igrejas. E sobre isso nada podemos fazer.
Por hora é isso. Deixo aqui essa dica. Peço desculpas se ofendi algum vaga-lume com minha franqueza. Sei que alguns nasceram pra ser devorados. Até "curtem". Aos que se indentificaram, só mais um detalhe: desconfiem de quem muito rasteja. A luz atordoa quem vive nas sombras. Sempre correremos o risco de sermos atacados, mas a jogo só acaba quando toca o apito. Andem sempre com um "machado". Nunca se sabe quando vai se cruzar com uma serpente. O peso atrapalha, mas o efeito é maravilhoso. Compensa. Corta o mal de uma única vez, sem deixar chances de revanche.
Denis