segunda-feira, 11 de novembro de 2013

Amarello Amor

Gosto é gosto. Pessoas são pessoas. E celebridade é igual a nariz: cada um admira uma por um motivo. Algumas aprendemos a gostar, outras suportamos, infelizmente, por educação. E existem também aquelas que, por glória, amamos de graça. E Carolina – sim, na maior intimidade – é uma dessas. Falo por mim. E é assim desde os tempos em que apresentava o Fantástico, de cabelinho curto, terninho e tudo mais. Não, isso não tem nada de fanatismo. É apenas simpatia. Mesmo porque todos temos defeitos e ela tem os dela, e isso não vem ao caso. É bonita, classuda, tem cara de rica, dá umas gargalhadas maravilhosas e ainda por cima, adora boteco e pastel de feira. Sim, deve ter, vez por outra, uma crise de estrelismo. Mas qual criatura no lugar dela não teria?

Então. Além de ter começado a carreira artística como modelo, trabalhado como apresentadora, feito sucesso como atriz, ela também escreve e produz alguns projetos pessoais. Por sinal, tem umas sacadas ótimas e articula uns textos que quem lê, à primeira vista, duvida mesmo que tenha sido ela quem tenha escrito (impressão essa desfeita quando você decide ler ou assistir qualquer entrevista dela).


O mais famoso deles, Amarello Amor, uma película onde atua, narrando e interpretando, de forma verdadeira suas sensações frente às suas experiências amorosas, em especial, uma delas, é uma obra prima. Tá certo, a voz da criatura ajuda e a produção é impecável. Mas o que chama a atenção, de fato, é a qualidade do texto e a maneira como suas frases estão dispostas. Trata-se de um daqueles filmes que de tão bom dá vontade de salvá-lo pra ouvir antes de dormir. Vicia de tão bonito. E faz com que nos coloquemos no lugar da narradora pensando sobre nossas próprias experiências. Em um pouco mais de três minutos são sintetizadas as mais simples verdades de uma vida. Abaixo segue o vídeo, na íntegra. Espero que gostem.

(Para acompanhar o vídeo com calma você pode pausar a música no topo da página)


Destaque para o trecho:

“Todos nos carregamos com nós uma história. Aquela que só nos atrevemos a lembrar, quando durante a noite no escuro, encostamos nossas cabeças no travesseiro e o silêncio cala fundo. Não importam os anos, certas coisas simplesmente permanecem. Mas então, numa quinta-feira a tarde de um ano qualquer, tropeçamos nesse amor já supostamente esquecido. Percebemos que amor igual não há e que aquela pessoa continua e continuará a ser nossa referência afetiva mais sincera e profunda”.

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